Abertas as inscrições ao Prêmio Trajetórias Culturais – Mestra Sirley Amaro

Provedores de cultura do Rio Grande do Sul têm até 9 de março para se inscrever no Prêmio Trajetórias Culturais – Mestra Sirley Amaro, que tem como objetivo facilitar o acesso aos recursos da Lei Aldir Blanc (Lei n°14.017/2020) a um dos segmentos mais afetados pela pandemia do coronavírus: o setor cultural. As inscrições podem ser feitas pelo site www.premiotrajetoriaculturalrs.com.br.

Trajetórias Culturais é um prêmio de reconhecimento do estado e da sociedade civil para os fazedores de cultura que transformam vidas por meio da arte em diferentes comunidades, e formalizado por meio de Chamada Pública.

Com valor executado em R$ 12 milhões, o prêmio beneficiará 1.500 trajetórias culturais, distribuídas nas nove regiões funcionais dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), no valor de R$ 8 mil para cada projeto. “As premiações têm como objetivo destacar pessoas que por meio de movimentos construíram um caminho de relevância social, criando, inovando e transformando seus espaços de atuação e contribuindo para promover a cultura nas suas mais variadas manifestações”, destaca Fabiana Menini, presidente do Instituto Trocando Ideia, organização sem fins lucrativos e com 21 anos de atuação em projetos culturais.

Os inscritos poderão apresentar as suas trajetórias nos seguintes segmentos culturais: audiovisual, artesanato, artes visuais, circo, culturas populares, cultura viva, dança, diversidade linguística, livro, leitura e literatura, música, teatro, memória e patrimônio e museus. A seleção também contemplará pontuação específica para diversidade e pessoa física, com 51% para cotas sociais: autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas, ciganos, mulheres trans/travestis, homens trans e pessoas com deficiência (PCDs). Serão descontados os tributos legais obrigatórios incidentes sobre o valor a ser repassado a todas as pessoas premiadas.

“É chegado o momento de dar a largada em mais um edital tão representativo para os fazedores de cultura do nosso estado. A premiação por trajetória já estava nos planos da Secretaria de Estado da Cultura, que, inclusive, alterou a legislação do Pró-cultura, em 2020, para viabilizar iniciativas como essa”, lembra a secretária Beatriz Araújo.

Quem foi a Mestra Sirley Amaro

Pelotense nascida em 1935, a mestra griô Sirley Amaro, que  faleceu em 2020, é a homenageada do Prêmio por ter contribuído, significativamente, com os saberes tradicionais, com a cultura popular e com o programa Cultura Viva, do extinto Ministério da Cultura. Sirley disseminou e protegeu os conhecimentos ancestrais do povo negro do Rio Grande do Sul durante anos e ficou conhecida em outros estados do País por sua atuação na conservação e perpetuação do conhecimento da cultura negra. A caminhada como mestra griô se iniciou em 2006, quando o Brasil começava a reconhecer os saberes populares e da tradição oral.

Divulgação: Sedac RS e Instituto Trocando Ideia 

 

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Formada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo - pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), especializada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Caxias do Sul e licenciada em Letras pela UCS.

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