Brasil recebe sinal verde para exportar maçãs para a Colômbia

Após mais de cinco anos de tratativas entre os governos do Brasil e da Colômbia, especialmente envolvendo autoridades fitossanitárias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a maçã brasileira recebeu sinal verde e chega à mesa dos colombianos. A primeira carga da cultivar Royal Gala, cerca de 41 toneladas, saiu de Vacaria (RS) no dia 28 de maio. A expectativa é que os carregamentos semanais para exportar maçãs sigam acontecendo.

A abertura deste novo mercado anima o setor produtivo, pois é uma excelente alternativa para a exportação da fruta. “A Colômbia é um mercado que importa em torno de 100 mil toneladas de maçãs ao longo de todo o ano, diferente dos países do hemisfério norte, onde a janela fecha em junho para a maçã brasileira”,  comemora Celso Zancan, diretor Comercial e Logística de Mercado Externo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM).

Segundo Jairo Carbonari, auditor fiscal do Mapa no RS e chefe da Divisão de Defesa Agropecuária, as negociações com as autoridades fitossanitárias da Colômbia para exportar maçãs foram capitaneadas pelo Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério, com apoio destacado do adido agrícola brasileiro na Colômbia. Mais intensamente desde a visita da Missão Oficial colombiana em março de  2020,  a superintendência do Mapa no RS, em conjunto com a Associação Brasileira de Produtores de Maçã, representando o setor produtivo, e a Embrapa Uva e Vinho, buscaram atender às exigências fitossanitárias, especialmente relacionadas a pragas como a mosca-das-frutas, cochonilhas e a grafolita.

Para isso, foi elaborado um protocolo que garante que as maçãs brasileiras exportadas para a Colômbia não levarão junto insetos e pragas. Esse protocolo contou com o apoio do pesquisador Adalécio Kovaleski, da Embrapa Uva e Vinho, e dentre as recomendações estão ações de monitoramento no campo, associado ao tratamento das frutas ao frio,  que garantem o controle das pragas.

“A abertura deste novo e importante mercado para a maçã brasileira só foi possível graças ao trabalho conjunto e articulado do setor produtivo, pesquisa e dos órgãos reguladores para estabelecer o protocolo obrigatório para a exportação das frutas, atendendo às exigências colombianas”, avalia Carbonari.

Divulgação: Núcleo de Comunicação Organizacional Embrapa Uva e Vinho

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Formada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo - pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), especializada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Caxias do Sul e licenciada em Letras pela UCS.

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