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Brasil tem 4.700 obras públicas paralisadas, revela presidente da CBIC

José Carlos Martins palestrou na CIC em reunião-almoço comemorativa aos 45 anos do Sinduscon Caxias - Foto: Julio Soares/Objetiva

Por Marta Guerra Sfreddo

“O Bolsonaro não está mudando nada. Quem mudou foi o Brasil, e por isso surgiu o Bolsonaro. O momento é de ruptura e os valores éticos passaram a ser muito fortes”. A afirmação é do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, palestrante da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) desta segunda-feira (12), ao dar início à avaliação que fez do cenário atual e falar das perspectivas para o setor até 2020. Para o empresário, o Brasil precisa “investir na locomotiva, que puxa um monte de gente junto”, referindo-se a áreas como exportação e construção civil. O evento foi comemorativo aos 45 anos do Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Caxias do Sul (Sinduscon Caxias).

Martins relacionou medidas que, se adotadas pelo governo, teriam o efeito de aquecer a economia. Entre elas, a retomada de 4.700 obras de infraestrutura licitadas no Brasil e que estão paralisadas, nas quais já foram investidos R$ 70 bilhões. “São setenta bilhões se deteriorando por ação do tempo, vandalismo ou invasões”, comentou o presidente da CBIC. Ainda de acordo com ele, seriam necessários R$ 40 bilhões para concluir essas obras. “Óbvio que para isso é preciso parceria com a iniciativa privada. Estamos conversando com o governo para estabelecer as condições. A retomada dessas obras é um dos pontos mais importantes neste momento, pois elas poderão representar geração imediata de empregos”, destacou Martins.

Outras medidas apontadas foram a melhoria do crédito imobiliário, um novo programa de moradia popular e redução da informalidade, que hoje responde por 57% do setor. Além disso, Martins falou sobre a insegurança jurídica no País. Para o dirigente da CBIC, jurisprudência em três níveis, entendimento do Ministério Público e de outros órgãos a respeito da legislação, além de conselhos, fazem com que a interpretação das leis se torne conflitante e divergente, abrindo possibilidade de judicialização.  Por outro lado, as empresas têm como desafio aumentar a sua produtividade.

SINDUSCON CAXIAS – A reunião-almoço desta segunda-feira foi palco para a comemoração dos 45 anos de fundação do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Caxias do Sul (Sinduscon Caxias). A entidade, que possui três mil empresas associadas, tem base territorial nos municípios de Caxias do Sul, Carlos Barbosa, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Nova Prata e São Marcos.

Para homenagear o Sinduscon Caxias, o presidente da CIC, Ivanir Gasparin, entregou uma placa ao presidente da entidade aniversariante, Oliver Viezzer. “O Sinduscon Caxias ocupa um papel de extrema relevância não só para o crescimento e fortalecimento da construção civil em Caxias do Sul e na região, mas para o desenvolvimento do conjunto da comunidade”, discursou Viezzer.

O presidente do Sinduscon, Oliver Viezzer, recebeu uma placa do presidente da CIC Caxias, Ivanir Gasparin, em homenagem aos 45 anos do sindicato – Foto: Julio Soares/Objetiva

Marta Sfreddo
Marta Sfreddo
Formada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo - pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), especializada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Caxias do Sul e licenciada em Letras pela UCS.

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