Empresários do comércio mantêm visão otimista

Pesquisa da Fecomércio do Rio Grande do Sul alerta, no entanto, para situações que poderão influir no ânimo do setor em 2018

Bohn destaca influência do processo eleitoral de outubro (Foto Fagner de Almeida/Divulgação)

Pelo quarto mês consecutivo, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio do Rio Grande do Sul registra resultado acima dos 100 pontos, reafirmando um cenário de otimismo. O indicador referente a dezembro de 2017 fechou aos 104,9 pontos e alta de 8,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (4) pela Fecomércio-RS.
Na avaliação do presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn, a confiança do empresário terminou o ano em linha com o processo de recuperação da atividade econômica. “Para 2018, os possíveis cenários eleitorais e suas incertezas pautarão o ânimo dos empresários”, condiciona o dirigente.
O indicador que mede as condições atuais do empresário do comércio apresentou elevação de 32,5% sobre dezembro de 2016, chegando aos 80 pontos. Embora ainda em nível pessimista, a percepção dos empresários do comércio gaúcho permaneceu em recuperação ao longo de todo o segundo semestre de 2017, processo verificado tanto na economia em geral como em relação à própria empresa. O resultado de dezembro na comparação interanual reflete também o momento de inflação baixa e juros reduzidos, além do cenário mais favorável de vendas de final de ano.
As expectativas dos empresários do comércio permanecem em nível otimista, atingindo 141 pontos, leve recuo de 0,8% no confronto com o mesmo mês de 2016. No final do ano, a percepção dos empresários sobre o processo de recuperação da economia permaneceu consistente, puxada especialmente pelo recuo da taxa básica de juros ao nível mais baixo da história, além do primeiro resultado positivo do PIB em dois anos.
Os dados referentes aos investimentos do empresário do comércio tiveram alta de 8,3%, alcançando 93,6 pontos. O indicador mantém a trajetória em direção à neutralidade e revelou patamar otimista na intenção de contratação de funcionários, que deve seguir em alta na medida em que a capacidade ociosa das empresas for diminuindo.

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