Segundo domingo de Enem: saiba os conteúdos que mais aparecem nas provas

Mesmo na última semana de preparação para o Enem, ainda há tempo de seguir algumas dicas para conquistar um bom resultado. As provas costumam ter um padrão, em que os alunos podem se basear para conseguir desempenho satisfatório. Além disso, entender os critérios da avaliação também pode ajudar.

Desde 2009, o Enem utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI) como modelo estatístico para medir a proficiência dos estudantes. No próximo domingo (20), acontece o segundo dia de provas, com aplicação de conteúdos de Ciências da Natureza e Matemática.

Ao contrário do que na tradicional Teoria Clássica dos Testes, costumeiramente usada nos vestibulares e que vincula a nota ao número de acertos, na TRI a avaliação se dá pela coerência pedagógica do seu padrão de respostas.

Confira abaixo o que mais costuma ser cobrado em cada uma das avaliações da próxima data de prova, em levantamento organizado e atualizado anualmente pelo pré-vestibular Fleming Medicina.

Ciências da Natureza e suas tecnologias

A prova de Ciências da Natureza costuma ter um bom equilíbrio entre as questões de Física, Biologia e Química, passando, às vezes, por conhecimentos interligados dessas disciplinas. Em Biologia, deve-se dar muita atenção à Ecologia, que é o conteúdo mais incidente, ao lado dos mecanismos evolutivos e da transmissão das características hereditárias.

Em Química, deve-se cuidar a Química Orgânica, as forças intermoleculares e suas consequências para a propriedade das substâncias e dos compostos orgânicos e inorgânicos. Na Física, o conteúdo mais incidente é o de Mecânica, com várias questões sobre as causas dos movimentos de partículas, objetos, pessoas e corpos celestes. Outro assunto que costuma ser incidente é o dos fenômenos da ondulatória e do eletromagnetismo.

Conteúdos que mais aparecem no Enem

Química inorgânica e Físico-Química – de 10 a 11 questões

Temperatura, calor, máquinas térmicas, fenômenos ondulatórios e ópticos – de 6 a 7 questões

Ecologia, Epidemiologia e saúde humana – de 5 a 6 questões

Química orgânica e Bioquímica – de 4 a 5 questões

Citologia, Bioenergética, Genética e Evolução – de 4 a 5 questões

Seres vivos, fisiologia, biotecnologia e imunologia – de 4 a 5 questões

Movimentos, forças, energia mecânica e colisões – de 4 a 5 questões.

Matemática e suas tecnologias

Em Matemática, as operações fundamentais e os aspectos práticos de sua aplicação correspondem a cerca de 40% do total da prova. Para acertar tais questões, não basta saber as quatro operações básicas, pois é necessário interpretar situações-problema a fim de encontrar soluções para situações comuns do cotidiano.

Os conhecimentos de geometria plana e espacial são explorados sobretudo no cálculo de perímetros e áreas de superfícies planas e volumes de sólidos. O aluno também deve ter intimidade com a leitura de gráficos e tabelas. Na parte de Estatística, é importante conhecer como se determinam médias, medianas e modas.

O Enem não pedirá o cálculo de variância e de desvio-padrão, mas exigirá que o aluno compreenda tais conceitos como medidas de dispersão em distribuições. Em probabilidade, aparecem algumas das questões mais complexas da prova, junto com a Álgebra e a Geometria Analítica. Assuntos como logaritmos e funções trigonométricas não devem ter prioridade de resolução, pois tendem a ser questões de parâmetro de dificuldade mais alto: deixe-as para depois.

Conteúdos que mais aparecem no Enem

Contagem, progressões, operações fundamentais e análise combinatória – 8 a 9 questões

Álgebra e Geometria Analítica – 8 a 9 questões

Perímetros, áreas e volumes –de 7 a 8 questões

Relações de variação entre grandezas – de 5 a 6 questões

Estatística e probabilidade – de 5 a 6 questões

Noções de espaço e representação, reconhecimento de formas, unidades de medida e escalas – de 5 a 6 questões.

Gráficos e tabelas – de 4 a 5 questões

Entender a TRI ajuda na pontuação

O segredo para uma boa pontuação no Enem é buscar aumentar a coerência pedagógica do padrão de respostas. Dessa forma, questões mais fáceis devem ter prioridade de resolução quando comparadas com questões mais difíceis. “Acertar um item difícil tendo errado os fáceis implicará baixa pontuação devido à incoerência no padrão de respostas. Acertar itens fáceis e errar os difíceis garante maiores proficiências. Isso não significa que se deva pré-classificar as questões antes de resolvê-las. Se identificar um item fácil, resolva-o. Se identificar um item difícil, pule-o, e retorne posteriormente para resolvê-lo, caso ainda haja tempo”, aconselha o professor Francis Madeira, do pré-vestibular Fleming Medicina.

Cada questão do Enem apresenta certos parâmetros que ajudam a determinar a nota do candidato. Assim, a prova dispõe de questionamentos de dificuldades variadas dentro de uma escala. Ainda que algum acerto seja considerado incoerente pela TRI, faz-se importante esclarecer que quaisquer respostas corretas aumentam a nota do candidato, mesmo que a diferença seja pequena em caso de erro.

“Essa coerência parte do pressuposto de que a aquisição do conhecimento é gradativa: não é possível dominar aspectos mais complexos das ciências e das linguagens sem que se conheça os mais simples”, explica Francis Madeira, professor e coordenador pedagógico do pré-vestibular Fleming Medicina.

Divulgação: Assessoria de Imprensa Fleming Medicina

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Formada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo - pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), especializada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Caxias do Sul e licenciada em Letras pela UCS.

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