Randon apura receita bruta de R$ 3,5 bilhões no semestre

Por Roberto Hunoff

Randon responde por mais de 70% das exportações brasileiras de implementos rodoviários (Crédito: Julio Soares)

As Empresas Randon registraram bom desempenho no primeiro semestre do ano. A receita bruta total alcançou R$ 3,5 bilhões, avanço de 27,6% sobre o mesmo período de 2018. A receita líquida consolidada totalizou R$ 2,4 bilhões, aumento de 25,5%.

Para o CFO Paulo Prignolato, diversos fatores conjugados levaram ao resultado. “Estamos em um cenário de recomposição de preços, controle de custos e volumes crescentes de vendas de caminhões pesados e implementos rodoviários, o que demanda maiores volumes de autopeças das empresas controladas, especialmente freios, eixos e suspensões”, detalhou. Também citou a recente conclusão de projetos de expansão de capacidade com ganhos de produtividade, como a inauguração do centro de distribuição Randon Linhares, no Espírito Santo, e a constituição da Randon Triel-HT, em Erechim.

O lucro bruto consolidado no semestre foi de R$ 616,1 milhões, acréscimo de 33,7%, e margem de 25,3%, quase dois pontos acima do registrado nos seis primeiros meses de 2018. O EBITDA consolidado somou R$ 338 milhões, incremento de 18,3%. O lucro líquido teve avanço de 55,7%, para R$ 116,2 milhões. No segundo trimestre, ele foi de R$ 84,5 milhões, alta de 168,9% sobre o mesmo período de 2018.

A receita bruta interna teve acréscimo de 28,1%, para R$ 3,2 bilhões no semestre. As exportações somaram US$ 86,2 milhões, incremento de 10,8%. Com as vendas das unidades de outros países, a receita externa alcançou US$ 144,7 milhões, alta de 4,6%. Segundo a empresa, a evolução se deve principalmente à retomada das vendas para o continente africano.

Sinais de desaceleração

Embora a Randon mantenha market share em exportações acima dos 70%, o mercado externo tem dado sinais de desaceleração, principalmente em função dos preços das commodities, afetando o cobre, no Chile e Peru, e os grãos, na Bolívia e no Paraguai. Na Argentina, segundo a empresa, o cenário permanece complexo por questões políticas, potencializado por ser ano eleitoral.

O mesmo ocorre no mercado interno. O volume total de implementos rodoviários vendidos pela companhia, interna e externamente, chegou a 12 mil 92 unidades, crescimento de 38% no primeiro semestre. No Brasil foram colocados 10,5 mil, alta de 40%. Mas, de acordo com a diretoria, pela baixa atividade econômica ao longo do semestre, é perceptível a desaceleração nas vendas de semirreboques em todos os segmentos, o que pode afetar a carteira de produção do quarto trimestre do ano e início de 2020.

A demanda das montadoras por autopeças, principalmente para a produção de caminhões pesados, beneficiou as empresas da companhia mais expostas a este segmento. Já no mercado de reposição, principal segmento de atuação da controlada Fras-le, os volumes de materiais de fricção apresentaram queda, principalmente em função de um ambiente competitivo e acirrado no mercado das pastilhas para veículos leves. A receita líquida consolidada das fabricantes de autopeças somou perto mais de R$ 1,3 bilhão, respondendo por 52,4% do total do grupo, e alta de 26%.

 

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