Senge-RS e Marcopolo firmam acordo coletivo para engenheiros da empresa

Após intensas negociações que se estenderam por cerca de dois anos, o Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (Senge-RS) e a Marcopolo, com sede em Caxias do Sul (RS), firmaram Acordo Coletivo de Trabalho, o primeiro assinado pelo sindicato com empresa de grande porte da Serra Gaúcha. O acordo já está em vigor beneficiando mais de 200 engenheiros e tem como base o que determina a recente reforma trabalhista, que passou a dar prevalência para o negociado em detrimento do legislado, reforçando a ação sindical.

O Acordo Coletivo entre Senge-RS e Marcopolo estabelece a implantação do Salário Mínimo Profissional (Lei 4950-A/66) aos engenheiros da empresa representados pela entidade. Considerando as condições do mercado de trabalho, as atividades exclusivas e privativas da categoria dos engenheiros e a experiência profissional, o Senge negociou a aplicação escalonada da lei do salário mínimo profissional, prevendo que ao alcançar um patamar de experiência, todos os profissionais estarão em um mesmo nível de remuneração básica em, no máximo, cinco anos. O salário mínimo profissional do engenheiro hoje é de 8,5 salários mínimos.

A negociação realizada pelo Senge-RS e a posição adotada pela entidade vem favorecendo os jovens profissionais em transição de carreira, como por exemplo os profissionais de nível técnico que são incentivados pelo empregador a se graduarem em Engenharia, prática corrente em diversas empresas, assim permanecendo na organização. A contratação de estagiários imediatamente a graduação também é favorecida pelo escalonamento salarial progressivo relacionado ao tempo de formação e habilitação. Esses profissionais, até então, não eram contratados como engenheiros e permaneciam em contratações precarizadas no mercado como projetistas, analistas, orçamentistas, desenhistas.

“Apesar de muitas dificuldades para avançarmos nas negociações, estamos colhendo os primeiros frutos de sementes plantadas em reuniões há mais de três anos, sempre prezando pelo diálogo e transparência nas negociações por parte do sindicato”, salienta o diretor vice-presidente do Senge, Diego Mizette Oliz.

Essa foi uma maneira de convergir à aplicação da lei com a realidade do mercado. Pretende-se com isso, segundo o Senge-RS, que em pouco tempo o salário mínimo profissional seja o de fato o mínimo e não o teto, como é uma prática vigente hoje no Rio Grande do Sul.

“A qualificação das negociações coletivas frente a uma flexibilização negociada entre os sindicatos e aprovadas em assembleias das respectivas categorias no que se refere à aplicação do salário mínimo profissional, bem como a negociação de acordos judiciais em ações coletivas, proporcionam um novo horizonte à ação sindical, pois agrega valor ao alcançar centenas de engenheiros no estado do Rio Grande do Sul”, reforça o diretor de Negociações Coletivas Adjunto, João Leal Vivian.

Já para o diretor de Negociações Coletivas, Gustavo Silva da Rocha, “a prevalência do negociado sobre o legislado representa uma oportunidade valiosa tanto para o sindicato, quanto para a empresa, que ao negociarem com transparência e seriedade recíproca, conseguem alcançar um alinhamento eficaz e vantajoso para todas as partes, principalmente fortalecendo a valorização dos profissionais no mercado de trabalho”.

O  presidente do Senge-RS, Cezar Henrique Ferreira, enfatiza que “este novo ciclo de valorização dos profissionais de engenharia com o foco na remuneração e na responsabilidade técnica, inaugurado com o acordo coletivo da Marcopolo, é um marco para o setor produtivo, para o Senge e para os engenheiros do setor metalmecânico”.

Senge-RS e a reforma trabalhista

Com o advento da Reforma Trabalhista, a chamada “prevalência do negociado sobre o legislado” reforçou a importância da ação sindical para a categoria. Ciente deste novo cenário e com a expectativa de novas negociações, o Senge-RS intensificou seu trabalho nas negociações coletivas para agregar ainda mais valor e impactar um número crescente de engenheiros de centenas de empresas de todos os portes, em praticamente todo o estado.

As primeiras investidas do sindicato foram no sentido de qualificar as convenções coletivas do trabalho com os sindicatos patronais com os quais já mantinha uma relação e, posteriormente, uma aproximação junto ao Conselho do Trabalho da Federação.

A Marcopolo S.A. é uma empresa brasileira com atuação global, fabricante de carrocerias de ônibus, responsável por quase metade da produção nacional do setor, onde se apresenta como a maior encarroçadora da América Latina e terceira maior do mundo.

Divulgação: Spindler Assessoria de Imprensa

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Formada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo - pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), especializada em Comunicação Organizacional pela Universidade de Caxias do Sul e licenciada em Letras pela UCS.

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